Esta pesquisa realizada pela Fundacentro teve como principal objetivo identificar, quantificar e avaliar as ocorrências de acidentes do trabalho nas micro e pequenas empresas dos ramos calçadista, moveleiro e de confecções, incluindo os casos fatais, através da busca ativa de informações contidas nas Comunicações de Acidentes do Trabalho (CATs) e nos documentos que acompanham seus respectivos processos. Busca realizada junto às agências e postos do INSS em áreas previamente selecionadas e que se ateve aos eventos relativos a 2002-2009. Ainda que focando o universo das micro e pequenas empresas, considerou-se, inicialmente, o conjunto de todos os casos de acidentes do trabalho existentes em cada posto/agência visitada. Procedimento que inclusive possibilitou agregar informações sobre o quadro acidentário relativo às empresas de grande e médio porte. Com a construção de um banco de dados contendo informações individualizadas para os casos identificados, foi possível a classificação de todos os acidentes por tipo e área geográfica, segundo agente causador, gravidade e conseqüência na vida laborativa do trabalhador. Nessa pesquisa observou-se que a falta de Equipamento de Proteção Individual é uma das maiores causas para justificar o aumento de doenças do trabalho nestes segmentos.
A importância de uma orientação sobre o assunto foi destacada ao final do estudo para cada empresa visitada, com o objetivo da implantação de praticas prevencionistas imediatas.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Trabalho Informal e Desemprego: Desigualdades Sociais
O processo de inserção e permanência de trabalhadores no mercado de trabalho informal; as formas de exploração, dominação e precarização do trabalho e suas conseqüências sobre as condições de saúde, trabalho e vida dos trabalhadores, a partir de quatro grupos abordados em pesquisa da Fundacentro, mais diretamente: os vendedores ambulantes; os catadores de materiais de reciclagem; os colhedores de laranja; e os pescadores de lagosta. A pesquisa revela as estratégias de resistência desenvolvidas pelos agentes informais no cotidiano de trabalho, bem como as formas de organização adotada por eles para tentar reverter a situação de pobreza e exploração. O posicionamento das várias instituições sociais e políticas – em particular os sindicatos, as cooperativas e as Organizações Não-Governamentais (ONGs), os movimentos sociais e, principalmente, o Estado – frente ao contexto da economia informal, é destacado neste estudo. O objetivo principal é analisar a articulação do trabalho informal e sua importância no modo de produção capitalista. Tal entendimento possibilita combater as reais causas do desemprego, da informalidade e da desigualdade social e econômica. Faz-se a crítica aos princípios do “empreendedorismo”, da “autonomia” e do “cooperativismo” como alternativas ao desemprego. As várias formas de trabalho na informalidade, como o trabalho “autônomo”; o trabalho por conta-própria; o trabalho temporário; encobrem o caráter subordinado do trabalho informal aos setores dinâmicos da economia e consequentemente, ao processo de acumulação capitalista. A falta de um contrato de trabalho, ou de um contrato que proteja totalmente o trabalhador, é considerada uma afronta à cidadania social. Sendo assim, o trabalhador informal deixa de ser visto como cidadão ou como sujeito de direitos. Esse problema se torna importante na medida em que analisamos o tipo de economia, o modelo de desenvolvimento e o papel do Estado como responsável pelas políticas públicas de educação; de saúde; de emprego; e de segurança, entre outras medidas voltadas a esse segmento da população. Pensamos num modelo de desenvolvimento em que sejam considerados os interesses sociais e a defesa do meio ambiente. A prioridade devem ser os investimentos na educação, em primeiro lugar. Com uma educação básica, fundamental e média de qualidade, podemos vislumbrar uma possibilidade de desenvolvimento com inclusão social. Os direitos de cidadania, nesse caso, se traduzem em ter acesso à educação, aos serviços de saúde, ao trabalho decente e à segurança, entre outras necessidades, para todos.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Exames Periódicos Bucais são essenciais para a saúde do Colaborador.
Foi realizado recentemente um estudo com o objetivo de analisar a importância dos exames preventivos bucais na saúde do colaborador. As conclusões desta pesquisa foram que a maioria dos estudos demonstrou as crescentes alterações no processo produtivo e como as mesmas têm modificado o perfil do trabalho e dos colaboradores, seus determinantes de saúde-doença, seu quadro epidemiológico, assim como as práticas de saúde voltadas para os mesmos. A Odontologia do Trabalho é uma nova especialidade que visa promover, preservar e reparar a saúde do colaborador, consequente dos agravos, afecções ou doenças advindas do exercício profissional e que se manifestam na boca. Os trabalhos mostram também que a essência da assistência odontológica oferecida deve apontar para a filosofia da prevenção, ao contrário do que é comumente praticado na atualidade, tendo em vista que aproximadamente 70% dos custos em saúde são representados por doenças e consequências que poderiam ter sido prevenidas. Dentre as atividades desenvolvidas, destaca-se a realização dos exames admissionais e periódicos, já que tais exames podem permitir a realização de diagnósticos precoces, evitando, desta forma, agravos à saúde. Manobras que visem à melhoria das condições de saúde bucal dos colaboradores, como a implementação de exames preventivos bucais, são necessárias e buscam atingir níveis compatíveis com as metas propostas pela Organização Mundial de Saúde.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Avaliação de Conforto Térmico: Contribuição à Aplicação Prática das Normas Internacionais
Segundo uma publicação da Fundacentro, o Brasil, país com clima predominante quente e úmido, o restrito material bibliográfico sobre o tema avaliação de conforto térmico, contrapõe-se ao anseio mundial por informações que permitam a construção de edificações confortáveis e energicamente econômicas. Dessa forma esse trabalho explica o método para avaliar o conforto térmico estabelecido na norma ISO 7730 (1994) e efetua um relato sucinto sobre as normas por ela referenciadas.
Analisa-se também teoricamente, a aplicação prática dessas normas, discutindo os erros provenientes das estimativas da taxa de metabolismo e do isolamento térmico das vestimentas e a sua influência na avaliação do conforto térmico. O trabalho conclui que, tendo em vista a grande influência da taxa de metabolismo e do isolamento térmico das vestimentas no conforto térmico, o uso de tabelas para sua estimativa pode sujeitar o processo a erros consideráveis, resultando numa previsão irreal da sensação térmica. Esses erros devem-se ao fato de que a escolha de valores tabelados dificulta a consideração de diferenças individuais, de equipamentos utilizados, de técnica e ritmo de trabalho. Além do mais, a subjetividade inerente ao processo faz com que as diferenças entre os observadores, relativas principalmente ao nível de treinamento influenciem nas avaliações.
Analisa-se também teoricamente, a aplicação prática dessas normas, discutindo os erros provenientes das estimativas da taxa de metabolismo e do isolamento térmico das vestimentas e a sua influência na avaliação do conforto térmico. O trabalho conclui que, tendo em vista a grande influência da taxa de metabolismo e do isolamento térmico das vestimentas no conforto térmico, o uso de tabelas para sua estimativa pode sujeitar o processo a erros consideráveis, resultando numa previsão irreal da sensação térmica. Esses erros devem-se ao fato de que a escolha de valores tabelados dificulta a consideração de diferenças individuais, de equipamentos utilizados, de técnica e ritmo de trabalho. Além do mais, a subjetividade inerente ao processo faz com que as diferenças entre os observadores, relativas principalmente ao nível de treinamento influenciem nas avaliações.
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